Eu sou a favor de mudar a nomenclatura de "influenciador" pra "cybertrambiqueiro" ou "arrombado digital"
Eu sou a favor de mudar a nomenclatura de "influenciador" pra "cybertrambiqueiro" ou "arrombado digital"
Eu já não discuto mais essas coisas, aprendi a me segurar e ignorar burrice. Mas como é difícil ouvir pessoas dizendo que os EUA estão certos em “tomar” o petróleo da Venezuela “porque esse petróleo pertence às empresas privadas que foram estatizadas/expulsas” e fazer cara de paisagem.
Acabei de fazer uma audiência com uma desembargadora. Foi longe do ideal e me senti nervoso. Mas sei que não me escondi. E só isso já faz valer a pena.
É perfeito? Claro que não. Ainda gaguejo? Sim. Sinto uma ansiedade ruim quando preciso fazer uma audiência? Sempre. Mas a recompensa de saber que eu estou enfrentando esse fantasma chamado gagueira é enorme. Inclusive para mostrar por poder mostrar para os meus filhos que eu não sou covarde.
Mas eu achava que não era merecedor de algo a mais enquanto não aprendesse a lidar com minha gagueira e com eventuais julgamentos alheios.
E de repente eu decidi enfrentar. E comecei a fazer audiências, a me expor mais.
Com filhos, essa angústia cresceu. Afinal, eu quero dar uma vida boa para eles. Não que houvesse algum indicativo de que meu crescimento profissional estivesse emperrado pela minha gagueira. Ninguém falava isso e talvez ninguém pensasse isso.
E faltava, claro. Eu sabia disso, mas, ao mesmo tempo, não conseguia superar a barreira. Fiz, em 16 anos, talvez dois ou três audiências. Muito pouco e muito pontual. Não era o bastante. Para mim. E isso me consumia por dentro.
Fiz fono e terapia, coisas que me ajudaram a lidar melhor com isso.
No meu primeiro e único emprego até hoje, sempre senti que o meu crescimento profissional estava emperrado por não ter a desenvoltura para realizar reuniões, audiências, sustentações orais. Era como se sempre me faltasse algo.
Durante a escola, confesso que não sofri bullying nem zoações (apenas coisas bem pontuais). Sempre tive o respeito dos meus amigos. Nas apresentações, dava um jeito de ficar escondido ou falar o mínimo necessário.
Na faculdade, porém, desenvolvi fobia social.
Este ano decidi fazer algumas mudanças na minha vida e sair da zona de conforto em que estava.
Gaguejo desde a infância e isso sempre foi um assunto extremamente delicado para mim. Nunca tratei disso abertamente nem com meus pais, pois era algo que me trazia muito sofrimento. Por que eu sou assim?
A mobilização do gado e a enxurrada de posts nas timelines alheias no Twitter sobre o Sorocabannon não é normal, não.
O Brasil, nessa visão turva, deve servir para atender aos interesses dos EUA (da extrema-direita) e não pode contrariar, nunca, qualquer “recomendação” do governo desse país nas suas relações com outros países.
É algo tão patético que chega a dar ânsia.
Para essas pessoas, o Brasil não pode se relacionar com países com os quais os EUA têm algum tipo de rixa; não pode ir atrás de seus interesses, mesmo que isso conflite com os EUA; não pode se postar como um ator relevante no cenário internacional (p.e., repudiando o genocídio cometido por Israel).
Às vezes me impressiona como a cegueira causada por uma visão ideologicamente distorcida de mundo pode levar algumas pessoas.
No mundo real, vi pessoas, que julgo esclarecidas, culpando Lula pela tarifa imposta pelo Laranjão, por pretender “brigar” com uma potência.
“Bound with all the weight of all the words he tried to say
Chained to all the places that he never wished to stay”
Essa mesma Folha, agora, vem tentar colar uma narrativa de agressividade das esquerdas por críticas ao Congresso Nacional. Veja: CRÍTICAS. Não vi ninguém tentando invadir sede do Legislativo para vandalizar a tomar o poder. Mas críticas contra a perpetuação de privilégios são um acinte mesmo.
Não faz muito tempo e a Folha de S.Paulo estava publicando artigos do Glenn Greenwald que alegavam que o STF agia de maneira ditatorial por, vejam só, investigar pessoas que assumidamente tentaram um golpe de estado. Ora, a extrema-direita tinha direito de golpear a democracia!
Vale jogar bomba, planejar atentado, xingar e perseguir figuras públicas. Tudo “faz parte do jogo”. O que é inadmissível é a crítica contundente contra um Congresso que se posta contra o povo e que tem o objetivo maior de manter uma estrutura que permita o enriquecimento da elite em desfavor do povo
É extremamente didático o comportamento da mídia nesse impasse entre Governo e Congresso Nacional. Existe uma linha demarcada no chão: você pode atacar qualquer poder estabelecido, desde que não seja para questionar a manutenção de privilégios e mamata da elite.
Quando é pra taxar rico, a direita (ou o lado que se diz de centro) sempre vem com papo de “lá vem o nós contra eles)”.
Mas quando é pra diminuir tributos dos mais vulneráveis, daí é descontrole fiscal, populismo, governo gastador.
Congresso derruba decreto do IOF (ignorando que essa competência é do Poder Executivo) e, na mesma tacada, aumenta o número de deputados.
Engraçado que até agora não vi ninguém na imprensa questionando as pautas-bombas que estão aumentando os gastos. Só se fala em corte pelo Executivo.
Significa?
Outro dia eu estava discutindo no trabalho justamente isso aí: falam que o governo Lula não corta gasto, mas ninguém cobra o Congresso a dar andamento na reforma administrativa, a rever a aposentadoria dos militares. Todos esquecem o rombo que Bolsoasno/Jegues deixaram nas contas.
Não sei se é uma coisa dos tempos atuais ou se é impressão pelo alcance recebido. Só sei que dia sim e dia também um malandro recebe os holofotes da mídia para inventar mentiras que somente serão desmentidas depois da exposição pretendida. Essa da “astronauta” é bizarra.
g1.globo.com/mg/minas-ger...
O que é livrinho que não termina e seriezinha da HBO se você tem o maior 'game of thrones' de todos os tempos rolando ao vivo há quase 2 mil anos?
O quase teólogo e não-coroinha convicto @pontin.bsky.social está conosco para falar os babados do papado. E HABLOU:
open.spotify.com/episode/7cfz...
Vou usar o link, sim! Pode deixar!
Acho que poderia ouvir por horas e horas o @pontin.bsky.social falando sobre a história inicial da Igreja Católica. Como isso não é possível, queria saber se existe alguma indicação de livro que detalhe esse período. Fiquei fascinado.
Continuo sem entender a insistência da mídia na suposta “crise” gerada pelo comentário da Janja sobre o TikTok feito ao presidente chinês. Tanta coisa mais importante para se falar e esse é o tema que tem dominado o noticiário.
A lição que aprendi hoje foi: se alguém precisa te convencer muito a entrar em algum negócio e te convencer muito a não sair dele, pode ter certeza de que você entrou numa enrascada.
Prometo nunca mais fazer uma apólice da prudential na minha vida. Que pessoas insuportáveis!
E mais uma vez ficaremos na defesa do indefensável: em vez de condenar a fraude, estaremos relegados a dizer que o governo Lula é que investigou. Verdade. Mas isso adianta de quê? Quem sofreu os descontos não está muito interessado nisso…