Leia o artigo sobre a quinta coluna e a Guerra Civil Espanhola na íntegra, com mais informações e detalhes, no site do @operamundi.bsky.social
operamundi.uol.com.br/pensar-a-his...
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O partido era uma legenda falsa criada pela CIA e pelo serviço secreto holandês durante a Operação Arenque Vermelho, com o objetivo de fragmentar e desarticular a esquerda, obter informações confidenciais e monitorar lideranças sindicais.
22/22
Foram os norte-americanos e seus aliados europeus os que, de fato, mais se utilizaram desse expediente ao longo da Guerra Fria. Um dos casos mais famosos é o do Partido Marxista-Leninista dos Países Baixos.
21/22
Durante a Guerra Fria, a mídia estadunidense passaria a associar a expressão "quinta-coluna" às organizações socialistas ativas nos EUA. Já os soviéticos e as nações socialistas usariam o termo para se referir à infiltrados anticomunistas/pró-americanos.
20/22
A partir de 1940, a expressão se popularizou na mídia norte-americana, após o jornal The New York Times publicar uma matéria identificando "quintas-colunas aliadas ao nazismo" em órgãos dos governos ocidentais e nas comunidades nipo-americanas.
19/22
A Queda da França em 1940 foi atribuída por alguns jornalistas ocidentais não apenas à debilidade das forças domésticas, mas também à colaboração de uma alegada "quinta-coluna" pró-Alemanha que estaria atuando no país.
18/22
O termo foi retomado durante a Segunda Guerra Mundial, onde passou a ser utilizado pelos Aliados em referência a colaboradores infiltrados do regime nazista, estampando cartazes de alerta sobre possíveis sedições e deslealdade.
17/22
Malgrado o desencontro das informações, os combatentes republicanos ficaram alarmados diante da existência de impostores em seus quadros e passaram a espalhar panfletos e cartazes instruindo a população a redobrar os cuidados e a denunciar os quintas-colunas.
16/22
Outro revolucionário, Domingo Girón, abordou o termo em um comício, mas o imputou ao general Gonzalo Queipo de Llano. Já o jornalista soviético Mikhail Koltsov indicou o nacionalista José Enrique Varela como autor da expressão.
15/22
Relatos sobre uma "quinta-coluna" pronta para trair os republicanos se proliferaram em outubro de 1936, mas com informações contrastantes. A revolucionária Dolores Ibárruri publicou artigo no "Mundo Obrero" repetindo a expressão, mas atribuindo-a ao general Emilio Mola.
14/22
...ao passo que uma quinta coluna estaria esperando para saudá-los dentro da cidade - referindo-se a facções que fingiam estar vinculadas ao campo legalista, mas se preparavam para ajudar as tropas de Franco a subjugar os republicanos.
13/22
No documento, Völckers transcreve uma informação que repercutia entre os republicanos e que havia sido atribuída ao general Francisco Franco, asseverando que os nacionalistas estavam se preparando para marchar sobre Madri com quatro colunas (formações militares),...
12/22
A expressão "quinta-coluna" foi registrada pela primeira vez em um telegrama secreto enviado pelo diplomata alemão Hans Hermann Völckers à cúpula do regime nazista em setembro de 1936.
11/22
A guerra durou quase três anos e custou mais de 650 mil vidas. As tropas nacionalistas saíram vitoriosas e Franco tornou-se chefe de um regime ditatorial de inspiração fascista que se estenderia por quase quatro décadas.
10/22
Os republicanos, por sua vez, contaram com apoio soviético e com a ajuda das Brigadas Internacionais, formadas por mais de 60 mil voluntários de todas as partes do mundo. A Frente Popular manteve o controle de importantes centros urbanos, incluindo a capital, Madri.
9/22
As forças de Franco contaram com forte apoio dos governos nazifascistas, logrando ocupar vastas porções do território espanhol. Para auxiliar os nacionalistas, a Alemanha enviou a Legião Condor e a Itália despachou cinco divisões de camisas-negras.
8/22
Sem aceitar a vitória da esquerda nas eleições de 1936, os setores reacionários da sociedade espanhola, liderados pelo general Francisco Franco, iniciaram uma insurreição armada para derrubar a Frente Popular.
7/22
O conflito opôs os republicanos (agrupados na Frente Popular, em torno de uma aliança de anarquistas, socialistas e comunistas) e as forças nacionalistas (compostas pela união de falangistas, monarquistas, católicos e carlistas).
6/22
O uso da expressão "quinta-coluna" remonta à Guerra Civil Espanhola, a sangrenta disputa pelo controle político da Espanha que transcorreu entre os anos de 1936 e 1939, servindo de prelúdio à Segunda Guerra Mundial.
5/22
A partir de então, passam a colaborar com as forças inimigas, espionando, sabotando, subvertendo e obstruindo internamente a própria organização em que se infiltraram.
4/22
Os "quintas colunas" são indivíduos ou grupos que simulam fidelidade, concordância ou adesão a uma determinada causa, para se infiltrarem em um governos, instituições, partidos, movimentos e organizações.
3/22
Na terminologia política, o termo "quinta-coluna" refere-se a uma estratégia de subversão e sabotagem empregada durante um conflito ou disputa contra um grupo inimigo, semelhante à ação dos chamados "agentes duplos".
2/22
"Cuidado! A quinta coluna espreita!". Os cartazes com o alerta dominavam as esquinas de Madri durante a Guerra Civil Espanhola, alertando para a infiltração inimiga. Mas, afinal, qual é a origem da expressão quinta coluna? Leia no @operamundi.bsky.social
1/22
operamundi.uol.com.br/pensar-a-his...
Confira o artigo sobre o assassinato de Nenê Romano na íntegra, com mais informações e detalhes, no site do @operamundi.bsky.social
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Abandonado por muitos anos, o túmulo de Nenê foi desocupado, reformado e vendido pelo Serviço Funerário de São Paulo para outra família. Seus restos mortais foram transferidos para o ossário central, onde hoje repousam em uma caixa de concreto sem identificação.
25/25
Moacyr também seria homenageado pela Câmara dos Vereadores e emprestaria seu nome a uma rua no bairro dos Jardins. Nenê Romano não recebeu quaisquer homenagens. Ela foi enterrada no Cemitério do Araçá, mas seu túmulo não existe mais.
24/25
Moacyr foi sepultado no Cemitério da Consolação. O escultor Francisco Leopoldo produziu um monumento funerário em sua homenagem — uma mulher nua, encurvada como um ponto de interrogação, evocando a dúvida dos amigos e familiares, que não entendiam o motivo do suicídio.
23/25
Ao descrever o que havia ocorrido, o períodico afirma que Nenê, "flôr de rua e da lama, (...) o mais completo símbolo da leviandade e da perversidade muliebre, conseguiu, com a sugestão da mulher que faz sofrer e rir, armar o braço de Moacyr Piza e desafiar a morte."
22/25
Na matéria do jornal "O Combate", Moacyr foi identificado como "o brilhante, audaz e valoroso escritor que toda São Paulo admirava". Já Nenê foi descrita como "a mulher fatal, que tinha um rosto de anjo e uma alma perversa".
21/25
O enquadramento escolhido pela imprensa, entretanto, buscava inverter as responsabilidades. Nenê Romano foi tratada como a vilã, a "mulher mundana" que conduziu Moacyr à insanidade e o levou a cometer tal crime.
20/25