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o twitter se tornou algo intragável. para usá-lo, é necessário simplesmente ignorar a timeline, pois tudo o que aparece por lá parece um surto coletivo.
ando um pouco sumida daqui, porque estive doente nas últimas semanas. hoje estou um pouco melhor, ainda bem, porque é o meu aniversário.
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é nesse espaço que você se abre, entrega palavras que vêm do fundo. e, ao mesmo tempo, surge a expectativa, o doce mistério do que o outro irá lhe responder. ah, eu amo cartas.
trocar cartas é uma dádiva. é algo íntimo, profundo. vai além de uma simples conversa. há uma solidez ali, algo que não se desfaz no ar. você espera, e alguém também espera por você. há uma beleza nisso, uma poesia sutil.
percebi também que, quando meus créditos acabam, isso acontece, sabe. então pode ser os dois também; toda vez que atendo, eles não falam nada e desligam.
queria ser daquelas pessoas que nunca se apagam da memória. não por algo amargo, mas pela leveza de um instante bom. daquelas que, mesmo fugazes, deixam um traço suave, uma presença sentida. queria que, ao menos uma vez, soubessem que estive ali. como eu queria ser.
não entendo esses números que simplesmente ligam e não dizem nada.
que mês ruim foi setembro, que outubro seja melhor.
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obrigada pelas palavras, bea 🖤 estou melhorando aos poucos.
faz uns doze dias que não dou as caras por aqui, sinceramente, fiquei muito doente e isso me deixou indisposta para escrever. é realmente triste para mim.
obrigada, samy! 🖤
eu só preciso aguentar este final de semana, eu literalmente preciso apenas enfrentar este final de semana, que promete ser bem cansativo.
cheia de poesia & loucura.
pela primeira vez, talvez eu tenha que parar. confessar, como quem se entrega. estou chegando ao meu limite. será que isso me mata? ou, no mínimo, me adoece.
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ela definha, como se pudesse se desfazer antes de tudo. e logo, eu sei, meu corpo a seguirá. talvez vire pó. talvez... talvez não haja mais nada. sou eu um borrão, perdido entre o que fui e o que nunca serei.
sinto-me, ultimamente, como um borrão. não um borrão apenas à vista, mas à existência. é como se, pouco a pouco, eu me apagasse — não de repente, mas numa lentidão arrastada, tão silenciosa que mal percebo. minha mente... ah, minha mente está cansada, exausta de tanto ser, de tanto tentar continuar.
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não sinto um pingo de vontade de voltar para lá. virou terra sem lei e não vai mudar. a cada 5 tweets, 4 são de extremo ódio. as pessoas vão cometer seus crimes e não haverá nada que ninguém possa fazer. além disso, voltar dá palco para o bilionário mimado achar que está acima da lei.
exatamente, sinto que o bluesky não me deixa viciada. entro de boa e não tenho essa dependência. é muito bom entrar aqui e não encontrar conteúdos indesejados de extremo ódio. você tem mais controle da timeline.
eu, de verdade, tenho pena de quem é viciado em um aplicativo onde, a cada 5 postagens, 4 são de extremo ódio. vocês querem dar palco para um bilionário mimado e sem noção? vá lá, mas saiba que o twitter nunca vai voltar a ser o mesmo.
talvez não seja cansaço. talvez seja algo mais definitivo. quem sabe, morrer?
às vezes, uma vontade me assombra. uma vontade de apagar tudo, deletar o que fui, esquecer quem sou. como se, ao desaparecer, pudesse também silenciar essa tristeza que me invade, que me consome tão profundamente que nem a escrita, minha última salvação, consegue me resgatar.
acordei meio melancólica. não sei, é o tempo? ou talvez a sensação de fim de tarde de domingo que se agarrou em mim, de forma insistente. algo além disso, algo que não sei nomear. só sei... meus olhos, tão cansados. e a semana? ela apenas começou.