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@cisneros
Paleontólogo na UFPI, Teresina. Leio os ossos e as rochas. Desvendo o passado. Imigrante. Anticolonialista. Repatriação. Restituição. 🇸🇻 🇧🇷 🇿🇦 https://www.instagram.com/paleo.cisneros/ https://pt.wikipedia.org/wiki/Juan_Carlos_Cisneros
A ilustração mostra um anfíbio de 1 m comprimento, com corpo parecido a uma salamandra, cor verde-grisalho, se alimentando de algas e pequenos crustáceos, no fundo de um lago. Ao fundo há alguns peixes nadando. Obra de @vitor-silva.bsky.social
optou por ocupar um nicho ecológico pouco explorado. Este tetrápode bizarro foi uma forma de sucesso no início do Período Permiano, atestado pelo fato de ter uma ocorrência comprovada em vários municípios da Bacia do Parnaíba, e mostra quão original algumas estratégias de vida podem ser. +
Ao abrir a boca, a mandíbula faria um pequeno movimento de giro no seu eixo, isso explicaria um pouco a posição "torta" dos seus dentes, que aparentemente ficam "pra fora". Os anfíbios de hoje são quase totalmente carnívoros, e os da Era Paleozoica também. Tanyka amnicola +
(referência ao leito do Riacho Pedra de Fogo). Essa mandíbula bizarra estava cheia de pequenos dentinhos formando uma espécie de lixa que o animal teria usado para raspar ou amassar algum alimento de difícil digestão (plantas, algas, pequenos invertebrados com carapaça ou tudo isso). +
ficou claro que as esquisitices não eram resultado de algum tipo de deformação por processos geológicos mas características reais desta nova espécie. A palavra "Tanyka", em guaraní, significa "mandíbula" (a única parte do corpo que conhecemos) e "amnicola" significa "habitante do rio" em grego +
Temos já 9 mandíbulas de Tanyka amnicola, tanto do Piauí (Nazária) quanto do Maranhão, incluíndo duas bem completas, uma encontrada em Timon-MA, e a melhor preservada de todas, no Riacho Pedra de Fogo no Maranhão. Só após termos esta quantidade de material, incluindo fósseis muito bem preservados +
De lá pra cá vínhamos encontrando outras mandíbulas incompletas desta espécie, sem entender muito bem o que ela era. As mandíbulas são notoriamente "tortas", com dentes orientados "pra fora", o que sempre nos causou estranheza. +
Tanyka amnicola é um tetrápode basal. Ele representa uma linhagem que vem desde o início do Carbonífero e que não é próxima dos anfíbios encontrados nos períodos Permiano ou Triássico (os Temnospondyli). Em outras palavras, Tanyka é uma relíquia carbonífera. +
#FossilFriday com uma nova espécie de anfíbio fóssil. Saudemos a Tanyka amnicola! +
@jdpardo.bsky.social @vitor-silva.bsky.social
New paper! How weird could Permian animals get? Turns out, pretty weird. Meet the stem tetrapod Tanyka amnicola from the Pedra de Fogo Formation of northeast Brazil
royalsocietypublishing.org/rspb/article...
O primeiro maxilar de "pelicossauro" encontrado na América do Sul. #FossilFriday
O primeiro maxilar de "pelicossauro" encontrado na América do Sul. #FossilFriday
Novo artigo quentinho, recém saído do forno com @jdpardo.bsky.social . Nada menos que os primeiros "pelicossauros" do Gondwana. www.tandfonline.com/doi/full/10.... +
Apenas uma correção. Há registros de sinápsidos basais na África do Sul (Varanopidae), país que também é parte do antigo continente do Gondwana. Porém, são de uma idade mais recente que os nossos sinápsidos e, nos resultados de algumas análises filogenéticas, os Varanopidae não são sinápsidos.
Poderia pertencer tanto a um esfenacodontídeo quanto a algum outro sinapsídeo basal. Poderia ser de um carnívoro ou de um herbívoro. Não sabemos. Precisamos encontrar mais fósseis. Mas agora sabemos que os pelicossauros estão lá! Eles são uma página que faltava no livro da história de Gonduana.
Foto de Ophiacodon ao fundo, e a vértebra fóssil recém descoberta, à frente.
O 2º osso é uma vértebra incompleta de um animal evidentemente maior, com uns 3-4m de comprimento. Não temos informação suficiente para identificar a espécie, pois o espinho neural não se preservou. É a parte da vértebra que forma a "vela" e que ajuda a diferenciar as espécies. +
A foto mostra o esqueleto de Shenacodon à frente, e o de Dimetrodon atrás.
que é o grupo de pelicossauros carnívoros no qual temos alguns gêneros bem conhecidos como Sphenacodon e Dimetrodon. Estes eram os predadores de topo nos ecossistemas terrestres do início do Permiano. a maxila pertencia a um animal de uns 2m de comprimento +
Dois ossinhos mudaram esta história. Ambos foram encontrados pela nossa equipe fazendo buscas no interior do Piauí. Uma bela maxila encontrada em Nazária, e uma vértebra em Palmeirais, ambos municípios localizados ao sul de Teresina, mudaram essa história. A maxila pertence a um esfenacodontídeo, +
Isso significa que eles são mais parentes de você e de mim que de um dinossauro ou de qualquer réptil. Eles são conhecidos desde o século XIX e têm sido muito bem estudados. Porém, todos os registros comprovados deles encontram-se no Hemisfério Norte, ou seja na Laurásia. ATÉ AGORA. +
Ilustração por Charles Knight.
Os pelicossauros são vertebrados terrestres que viveram no final da Era Paleozoica. Você já viu eles, muitos tinham uma vela nas costas, e são sempre confundidos com dinossauros! Mas trata-se de animais muito mais antigos que, na verdade, são sinápsidos, precursores dos mamíferos +
Novo artigo quentinho, recém saído do forno com @jdpardo.bsky.social . Nada menos que os primeiros "pelicossauros" do Gondwana. www.tandfonline.com/doi/full/10.... +
New paper with @cisneros.bsky.social and others. We report the first pelycosaur-grade synapsid fossils from South America, which happen to also be the oldest synapsids from Gondwana.
www.tandfonline.com/doi/full/10....
Foto mostrando dois ossos de grande porte, de cor cinza com tons de rosa e amarelo, saíndo da rocha sedimentar. Por cima do osso maior, qua é a fíbula, há uma moeda de um real, para indicar o tamanho do osso.
É #FossilFriday ! Hoje tem uma fíbula e um metatarso, (osso da canela e do pé, respectivamente) do novo dinossauro pescoçudo maranhense, o Dasosaurus tocantinensis.
Foto mostrando dois ossos de grande porte, de cor cinza com tons de rosa e amarelo, saíndo da rocha sedimentar. Por cima do osso maior, qua é a fíbula, há uma moeda de um real, para indicar o tamanho do osso.
É #FossilFriday ! Hoje tem uma fíbula e um metatarso, (osso da canela e do pé, respectivamente) do novo dinossauro pescoçudo maranhense, o Dasosaurus tocantinensis.
I’m honoured and excited to be the GSSA 2026 Du Toit lecturer!! Only the second woman since 1949 🥴
I’ll be doing 5 lectures all over South Africa 🇿🇦 and 1 in Botswana 🇧🇼
So save the date!!
Congratulations! So well deserved!
It is important to show how the subject has broad implications. On the other hand, if the focus is too narrow you may try to condense it into a letter to Nature, Science, etc.
You can try Geoheritage, Nature Eco & Evo, Royal Society Open Science, Geoscience Communication, Paleontologia electronica, and Paleobiology (On the Record).
Parentes deste réptil basal foram encontrados no Piauí e representam os tetrápodes herbívoros mais antigos do Hemisfério Sul.
Arte: Vítor Silva.