A bolha da Taylor Swift 🌎
A bolha da Taylor Swift 🌎
I’m just a giiirl ✨✨✨
Ainda na mesma semana de alta-costura, ela desfilou para a Ashi Studio
Logo em janeiro desse ano, Alex Consani desfilou na passarela para o Jean Paul Gaultier durante a semana de alta- costura em Paris
Como foi o ano da modelo do ano?
A cada curtida eu coloco um desfile de Alex Consani!
“Eu não posso aceitar esse prêmio sem agradecer aqueles que vieram antes de mim, especialmente as mulheres trans pretas que realmente lutaram pelo espaço que ocupo hoje”
— Alex Consani no discurso do prêmio “Modelo do ano”
Spin-off da treta da Taylor Swift e do Kanye West?
Após Alex Consani vencer o título de ‘Modelo do Ano’, se tornando a primeira mulher trans da história a realizar o feito. Anok Yai postou, através do stories, uma foto de Kanye West no polêmico VMA 2009 🍿
Alex Consani em usou um vestido Dilara Findikoglu coleção primavera/verão 2023
ALEX CONSANI MODEL OF THE YEAR!
Gente?? E a Donatella Versace que tomou a substância e debutou um novo rosto na premiere do musical "O Diabo Veste Prada"
Gostaram?
Terninhos da Ralph Lauren 🥰
QUE FOFURA! Liniker presenteou IZA com uma roupinha para Nala com a frase: “CAJUZINHA DA TIA LILI” 🥰
Richard Quinn você sempre será famoso
Nesse cenário, cabe a nós rompermos com as engrenagens que sustentam essa exploração e exigirmos direitos: jornadas reduzidas, salários justos e emprego digno. Afinal, um futuro sustentável para a moda só será possível quando a dignidade de quem a produz estiver no centro das prioridades.
O discurso que sustenta essa cadeia produtiva é baseado na desregulamentação do trabalho e no enfraquecimento das forças sindicais. Essa narrativa favorece a precarização dos vínculos e das vidas de trabalhadores, tratados como peças descartáveis em uma engrenagem que prioriza o lucro acima de tudo.
Esse modelo massivo, característico das fast fashions aprofunda questões sociais. Muitos trabalhadores enfrentam condições que comprometem sua saúde mental, restringem o direito ao descanso e lazer, ou mesmo configuram situações de exploração extrema
Program Moda (2020): Em empresa que se apresenta como a maior rede plus size do Brasil, foi realizado um resgate de trabalhadores em regime de escravidão contemporânea, incluindo uma mulher grávida de sete meses, impedida de acessar cuidados básicos de saúde.
abet-trabalho.org.br/maior-marca-...
Grupo Riachuelo (2015): Condenado a pagar pensão vitalícia a uma ex-funcionária que desenvolveu doença ocupacional devido às condições de trabalho.
reporterbrasil.org.br/2016/01/cond...
Renner (2014): Responsabilizada pela exploração de 37 costureiros bolivianos em uma oficina terceirizada na periferia de São Paulo
agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-hum...
Exemplos concretos ilustram essa realidade:
- Zara (2011): O escândalo revelou oficinas clandestinas no Brasil, até então invisibilizadas, trazendo repercussão internacional sobre a exploração no setor
reporterbrasil.org.br/2014/05/zara...
Essa busca incessante por margens de lucro maiores frequentemente resulta em remuneração inadequada, jornadas exaustivas, como o modelo 6x1, e condições de trabalho insalubres. Em casos extremos, essas práticas configuram situações análogas à escravidão.
Além disso, a necessidade de diversificação constante dos produtos – característica central do fast fashion – exige uma flexibilidade na produção que, frequentemente, só é alcançada a preços baixos às custas de condições indignas de trabalho.
O que muitas vezes sustenta esses lucros? Práticas como precarização, subcontratação e terceirização. Essas estratégias são utilizadas para lidar com a volatilidade do mercado e reduzir custos com mão de obra.
Essa queda na qualidade não é apenas um problema para o consumidor, mas um reflexo de uma cadeia produtiva precarizada que sustenta lucros exorbitantes para os donos dessas empresas.
No contexto capitalista, o lucro é prioridade. É nesse cenário que as fast fashions ganham destaque, oferecendo roupas baratas, mas de qualidade cada vez mais questionável.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (ABIT), o mercado da moda é o segundo maior gerador de empregos no Brasil. No entanto, o setor também carrega uma outra face: a exploração de mão de obra por marcas e grandes varejistas.
Nesta thread, vou explorar casos concretos ocorridos no Brasil e discutir a importância de condições de trabalho saudáveis para TODOS que fazem parte dessa cadeia produtiva.
Em meio às discussões sobre jornadas de trabalho no modelo 6x1, resolvi trazer uma reflexão sobre o impacto desse tema no setor da moda. Afinal, não existe moda sem os trabalhadores que a constroem.
A indústria da moda estimula condições de trabalho insalubres?
Segue a Thread 🧵