dia 7
vulgo amanhã
sábado
18h
HENRY FONDA PARA PRESIDENTE
de Alexander Horwath
cinemateca do museu de arte moderna do rio de janeiro
dia 7
vulgo amanhã
sábado
18h
HENRY FONDA PARA PRESIDENTE
de Alexander Horwath
cinemateca do museu de arte moderna do rio de janeiro
para quem ainda não conferiu:
traduzi diretamente do alemão um belíssimo texto do Alexander Horwath, "A promessa do cinema", para o (sempre recheado) dossiê da Sessão Babel desse mês, trabalho foda que o @falcaolinhares.bsky.social vem organizando no MAM
mam.rio/cinemateca/s...
e se antes houve uma literatura sobre gente inabituada a observar a si própria, vai precisar haver uma literatura sobre gente sobreobservada, sobreanalisada, saturada tanto em sua intensidade quanto em sua capacidade expressiva. é parte do que esse livro "bobo" busca realizar
toda época há de produzir arte sobre suas frivolidades. da frivolidade dos sentimentos como reflexo da condição humana. da frivolidade comunitária como reflexo da organização social. da frivolidade material como reflexo da vida que se orienta à conquista do ócio. quem julga frívola a frivolidade?
como destrinchar a mitologia do outro sem desconsiderá-la como realidade efetiva? taí o desafio do aggiornamento de perec: para dar conta dessa historicidade outra, em que a própria superficialidade tem menos a ver com a noção de superficial do que com a tangibilidade do virtual
um regime de sociabilidade novo -- e, sim, nosso --, que os procedimentos da expressão literária ainda vem tentando apreender apropriadamente, isto é, estetizando-o. não exatamente um regime de imagens, mas um regime de imagens autoexpostas, autocuradas, retroalimentadas, intraexistenciais
daí que o que latronico esteja buscando fazer não seja mais do que experimentar formalmente com a possibilidade de dar a conhecer esses seus personagens que habitam um regime de sociabilidade no qual as pessoas já vão se colocando, digamos, "autoapresentadas" à percepção do outro
vejamos, então: na essência da confecção romanesca, sempre houve uma questão formal sobre como dar a conhecer (ao leitor, à ideia de um interlocutor) um personagem e, subsequentemente, uma pessoa: aquela vida devidamente estetizada ou a possibilidade de uma pessoa, por assim dizer
já ligia diniz, na folha, se contenta em desabonar o procedimento estético do livro: algures entre desconsiderar a voz narrativa (em seu engajamento, em sua consciência) e se colocar acima das sensações que o texto procura estimular ao tomar o "frívolo" como objeto discursivo
a key element of fascism is making it appear that the entire world is organized against your group when in fact you are in the most advantageous and powerful position in society. the clube de regatas do flamengo are a textbook example of this phenomenon.
in other words, a essencialização da cultura não há de ~hackear~ a alienação de coisa alguma
ocorre que impulsos reformistas (o mínimo para um imaginário organizacional) não tendem a prosperar onde reina o individualismo da identidade competitiva, reafirmável e financiável: a subjetividade neoliberal venceu, é mais consensual do que seus próprios programas econômicos
a esquerda brasileira é reativa, tanto ideologicamente quanto institucionalmente, e fora isso hoje já não tem uma visão de sociedade a propor, o que lhe sobra é delegar a necessidade de uma cosmovisão à cultura popular, quiçá um vício modernista mas sem projeto político conjunto
é duro ter que ler parlamentar de esquerda afirmando que as elites "temem" o poze como se ele não fosse só mais um peão nesse ciclo de extorsão entre a força coercitiva do estado racista e um poder paralelo mutuamente implicados no mesmo sistema de acumulação social da violência
do TVrip de Rih al awras (1967) no KG:
às vezes ocorre dum troféu ser isso: não uma redenção, mas precisamente um troféu
caso não esteja delirando, lembro até de lê-lo a comentar numa entrevista que o troféu em si foi "presenteado" a algum líder político da região -- Boumédiène? Gaddafi? infelizmente o Google já não me ajuda a encontrar
mas, curiosamente digamos, o primeiro africano a ganhar a Palma e com nada mais nada menos do que um épico anti-colonialista (pensem no Djamilah do Chahine com escopo dilatado), também foi o ~autor terceiromundista~ que aparentemente ninguém se interessou em resgatar as of late
e, que coisa, só fui descobrir agora que o Lakhdar-Hamina faleceu essa semana. sempre tive curiosidade de rever o Chronique em condições apropriadas e assistir aos outros filmes (seu último, Crépuscule des ombres, de 2014, não passou em rigorosamente lugar nenhum)...
vazou a restauração de Chronique des années de braise do Mohammed Lakhdar-Hamina, das mais deslembradas Palmas de Ouro, mas que me impactou muito quando tive a oportunidade de assistir em película numa mostra de cinema árabe que costumava-se organizar no Brasil
meu livro preferido dessa lista aí ainda é budapeste do chico sorry not sorry if that's zona sul demais for you acho uma novela muito perfeitinha
pq metade do rio de janeiro virou estabelecimento budweiser
Panahi chegando em Teerã
olha gente mais um bobo repetindo exatamente o que você espera que ele fale
letterboxd o lugar onde os bobos vão sinalizar pertencimento a outros bobos
é o conservatório de copenhagen e o século chinês não tem jeito
nas caixas de som e fones de ouvido os de hoje foram: big city life (smerz) + alegria terminal (vaiapraia)
abri o instagram e me deparei com um vídeo do felipe neto recomendando giorgio bassani
gente a "neon" comprou a rede de botecos sonho lindo 😱🙈😱🙉😱🙊
pensando nessa figurante do filme "one, two, three" (1961)
qual é esse