Não há alguém mais feliz do que eu ao ver a piscina do condomínio em frente ao meu pronta. Tenho acesso? Não. Simplesmente o cessar do corte de azulejos é já minha premiação de verão.
Não há alguém mais feliz do que eu ao ver a piscina do condomínio em frente ao meu pronta. Tenho acesso? Não. Simplesmente o cessar do corte de azulejos é já minha premiação de verão.
Minhas primeiras atitudes nesse começo de ano foram terminar 'Os emigrantes' de Sebald e viver um pequeno hiperfoco no diretor norueguês Joachim Trier e na belíssima Renate Reinsve.
Me agride que um país é posto em caos e ruína para que, no fim, um desgraçado pálido tenha gasolina para fica comendo lixo processado dentro do carro em algum estacionamento de Los Angeles.
É muito visível que, para sobreviver em determinados ambientes, é preciso não se importar com o que acontece, não dar significado às coisas e nem às pessoas. Isso demanda uma espécie de embotamento da percepção que, de algum modo, me nego a realizar.
silêncio, estou administrando uma crise pessoal
Impossível achar que faz isso porque gosta do artista... simplesmente não sabe ir num teatro. E não era geração Z, era uma mulher já cinquentona.
A mulher no show do Vitor Ramil não só filmando (ok, se for de modo discreto) mas em seguida, com aquele brilho de tela torando, postando direto no Facebook (!!!), a luz na cara chicoteando.
A maior revolta é que no final, na hora do aplauso, a bocabertinha nem se levantou........
Agradeço y a leer de pernas pra cima, andar de bicicleta e matear.
Apaga os aplicativos e tira uns dias na praia, no mato... eu te garanto. Resiste aos primeiros impulsos de pegar o celular, computador e depois só vai.
Vendo nitidamente com esses olhos que a terra há de comer a Tok&Stok aumentar os preços dos meus itens preferidos para baixar na Black Friday.
🥱
🙏🏼
Adulto comemorando Halloween no Instagram, meu deus, a chatice.... Fechar.
O local que te abriga nos momentos mais cruciais da escrita acadêmica não é o café bem decorado, inclinação moderna, local privilegiado; é uma padaria obscura na Rua da Praia, chefiada por um careca mal-humorado, cujo maior elogio que temos a fazer é não colocar música ambiente.
Encontrar o álbum "Ná e Zé" e ouvi-lo freneticamente é o que está garantindo a realização final da minha dissertação.
www.youtube.com/watch?v=_MTZ...
meu evento formador foi ter vivido com uma bolsa mensal de 400 pesos na Argentina dos anos 10.
música de fundo do meu lattes - quando sua graduação é em português/espanhol mas faz mestrado na área de italiano:
youtu.be/qmbx4_TQbkA?...
A criatura que comprou uma unidade no meu prédio tá quebrando tanto do apartamento que eu me pergunto por que ele não construiu uma casa do zero.
Pouco se fala da tosse noturna como um exercício modelador abdominal.
“Quando qualcuno faceva un componimento bene, era chiamato accanto a la catedra a leggerlo forte: e questo fu, a scuola quei primi anni, l’unica mia dolcezza, perché la sola cosa che sapevo fare era scrivere, in tutto il resto non valevo nulla.” (Natalia Ginzburg em 'Luna palidassi')
Assim sem fecho está barthesiano: como um navio que se vai, ao longe, devagar, e desaparece sem que a gente veja exatamente quando.
Ser irremediavelmente adulto é acessar um sentimento curioso diante das redes.
A repetição. A velharia lida como novidade, gente embalando e vendendo bobagem.
Os perdidos na adolescência.
O surto ao vivo. A fazeção de tipo.
O jogo crasso da atenção.
E a gente ali 👁️👁️
Cometi um pleonasmo horrível: o ator de bolar um cigarro é sempre artesanal.
havia certa frisson popular com a catuaba e Instagram era coisa de hipster
Hoje lembrei de uma fração de vida na qual Haddad era prefeito de São Paulo, era relativamente comum ter amigos veganos e se comprava, em grupos de facebook, cigarros kumbaya artesanalmente bolados.
"La sofferenza rende la fantasia debole e pigra; essa si muove, ma svogliatamente e con languore, con i deboli moti dei malati, con la stanchezza e la cautela delle membra dolenti."
O contexto absolutamente não importa, apenas sinta a sonoridade maaavilhosaaa da língua italiana.
eu quando penso na poluição sonora, no desaparecimento das árvores nas ruas de Porto Alegre, no rebaixamento intelectual da juventude brasileira....
eu sei que estou ficando meio deprimida quando não paro de pensar em plataformas de escravidão moderna, prédios de papelão com apartamentos de 19 m², poliéster, vídeos de inteligência artificial, alimentos ultraprocessados, genocídio, eventos climáticos extremos