Olha, só bloqueei uma pessoa no Bluesky. Não era por ser má pessoa. Era apenas uma pessoa que ainda não aprendeu que ser pessoa não é só seguir o guião.
Olha, só bloqueei uma pessoa no Bluesky. Não era por ser má pessoa. Era apenas uma pessoa que ainda não aprendeu que ser pessoa não é só seguir o guião.
É uma questão interessante porque se refere a uma ocupação lúdica com uma carga intelectual adicional ao simples quebra cabeças. E isso pode revelar algo em relação a uma eventual evolução em termos sociais, se é que isso quer dizer algo nos coprófilos dias que correm.
Sempre fui mais Saramago que Lobo Antunes.
Antunes sempre foi lobo
E dizia o que era ser português.
E se o Lobo me ensinou algo
É que nunca fui isso,
português do piço.
Saramago,
Por seu lado, tacanho, palavroso,
Um bocado merdoso também,
Era como uma mãe
merdosa, medrosa.
Mas comigo, mal ou bem.
Ler significa:
Algo fica
Do que se disse e fica
Mesmo depois de se dizer.
Era isto e,
vai-se a ver, era o caralho.
Ler é ouvir aquilo que se pode voltar a ver se era aquilo que se ouviu.
Ninguém lê um livro cujo último exemplar ardeu.
Nesse caso se não leu.
ouviu-se,
pensou-se,
ou o caralho.
Não dou ainda. Mas Jorge Luís Borges foi durante muito tempo leitor por boca alheia. E ninguém entendeu alguma vez o que significa ler como Borges.
Acho que as mulheres, pelo menos agora, são uma minoria neste género de valorizatempo. Já eram antigamente, ou não?
O chato do bluesky é que toda a gente é sofisticada, conhecedora, entendida e mais bem intencionada que nós. A javardice do X encanta pela lama. A pornografia não ganhou apenas a batalha da atenção. A pornografia tornou-se o pensamento único. Mas aqui pode-se dizer foda-se. No X, não se diz.
E Sara riu-se pra caralho. E o senhor, disse: por que se Riu sara? E o Abrão disse: da tua cara. E o senhor disse, vais ter três filhos de sara, e vai ser o caralho. E Abraão riu-se. Sara disse, tens de os convidar mais vezes. E foi assim que se armou a puta. [O que a Bíblia não diz. Mas foi assim.]
O glamouroso e refinado Manuel Teixeira Gomes, ao contrário de outros que o antecederam, não deixou a presidência sem deixar um retrato seu, no estilo vaporoso de Columbano Bordalo Pinheiro, sentado na icónica cadeira dos felinos republicanos. Aproximava-se o fim da 1.a República e o exílio.
Ainda do pacote dos retratos encomendados pela ditadura, e executados por Henrique Medina, um retrato anódino e em nada representativo de um presidente que marcou a 1.a República na sua força e no seu desnorte. Quadro póstumo, nem direito teve a ser representado sentado na cadeira dos leões.
No, porque papa solo hay uno. Ayatolás puede haber varios.
Mas já vai havendo uns sinais de que lá, também.
That's a fake photo.
Da leva dos retratos de Henrique Medina, encomendados pela Ditadura (a quem se deve a inauguração da galeria) João do Canto e Castro. Institucionalidade e aprumo militar um pouco mais exuberante que a austeridade de Sidónio.
No Irão, por enquanto, ainda há o medo de levar com uma bomba em cima. Será mais difícil festejar.
A mudança do regime iraniano é desejada de forma transversal por quem defende os direitos humanos em geral e por uma larga diáspora iraniana. O ataque pode ser visto por muita gente desprevenida como uma libertação.
E pronto, Israel e Trump prontos para derrubar um regime teocrático e repressivo. Não vão faltar festejos pelas ruas. Mas não me parece que o Irão seja a Venezuela.
Calhou ao grande Henrique Medina pintar o Sidónio Pais, de má memória. O quadro oficial foi pintado 20 anos depois da sua morte. Tecnicamente irrepreensível e austera, a pintura. Miilitar e aprumada, a pose. O primeiro presidente que não aparece sentado.
Bernardino Machado já foi retratado no exílio, na Galiza, em 1935, depois de ter sido presidente por duas vezes e por duas vezes deposto por golpes militares. O pintor, Martinho da Fonseca, foi caridosamente escolhido por Salazar (?!). Quadro sóbrio, e institucional num palácio de Belém recriado.
1917. Teófilo Braga é pintado também por Columbano. Os mesmos tons mas uma pose distante e desiludida em relação à República e à procura de consolo no seu trabalho de homem de letras.
Columbano Bordalo Pinheiro pinta Manuel de Arriaga em 1914. Seriedade melancólica e pacífica. Ética republicana, de mão escondida no colete, como manda a tradição dos estadistas sérios desde Ésquines de Atenas e celebrizada por Napoleão.
Outros, ainda, eram genuinamente boas pessoas com defeitos perdoáveis. Mas, como sempre, o crivo é sempre o poder. A inteligência e a criatividade não são bondade.
E agora falava de cancelamentos, mas não tenho espaço.
A Humanidade chegou onde chegou, bem ou mal, através de ideias, arte e descobertas de pessoas boas e pessoas más. Arrisco que a maior parte das pessoas que inventaram coisas boas eram más. Uma minoria dos inventores, criadores, descobridores eram boas pessoas, mas a sua obra era medíocre...
O Pedro brinca.
Deixá-lo brincar.
Não é diferente do resto da humanidade.
Todos temos bem e mal no ADN.
E todos temos tolerância diferente ao mal que os outros nos podem fazer.
Não é questão de ser daqui ou dali.
E as outras associações académicas? Gostava de ver isso na Universidade de Évora, do Minho...
Duvido que tenham a mesma espinha dorsal que esses têm. Por enquanto.
Se non sono tutte vere, sono ben trovate.
Vhils pinta?
Gravar sem imprimir é fazer uma pintura?
Vhils vai explodir o Palácio de Belém?
So many questions.
Sou só eu que desisti de ler o artigo por falta de contextualização???
Isso explica a tendência política de uma certa faixa etária.