Como pode ABC da Putaria ser a melhor música já feita pela geração Z?
@marcosmorcego
Autor: Por uma Implosão da Sociologia. Pesquisador: Identidade, Território e Organização Política. Comunicador - Caverna do Morcego. Ele/Dele. Sociais - FFLCH/USP Editor e Articulista: Clio Operária Livreiro. Mediador. FLIPEI Linktr.ee/morcegomarcos
Como pode ABC da Putaria ser a melhor música já feita pela geração Z?
Célio Turino
O poder político hegemônico tem sido usado para excluir e oprimir. Chegou a hora de pensar e praticar o contrapoder [...]
Sem a emancipação dos povos oprimidos e marginalizados, sem o fim da exploração e transformação das estruturas políticas e econômicas em sentido profundo, a vida não vale a pena"
Desenvolvimento econômico moderno está intimamente interligado com a exploração e marginalização de povos inteiros, de genocídios ao holocausto da escravidão, de explorações e destruição sobre a natureza e pessoas [...].
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"A história moderna está permeada por colonialismo e exploração em escala mundializada. A emancipação só será possível com o rompimento dessas estruturas de dominação, econômica, social e cultural [...].
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É necessário desafiar estruturas políticas constituídas para a manutenção do poder nas mãos dos Donos do Poder".
Célio Turino
"Políticas culturais que não desafiam estruturas e poderes tradicionais estão fadadas a reproduzir processos de distinção, coerção e opressão. Mesmo quando embaladas em discursos inclusivos aparentemente bem intencionados.
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"Uma livraria ou sebo com atividades regulares de cultura; vamos incentivar as livrarias no país, livreiros são orientadores de leitura. Uma ocupação cultural, um território de identidade".
Célio Turino
Por outro lado, em meio a recursos relativamente abundantes, meios de gestão e apoio social, a Política Cultural, a filosofia, os conceitos, se revelam limitados e enredados na arapuca da ideologia do Capital em seu sentido mais cru e selvagem".
Célio Turino
"Pelo contexto de o país haver saído de um governo de extrema direita, declaradamente inimigo das artes e da cultura, nunca houve tanto apoio social à recriação de um ministério da cultura e aplicação de políticas para o setor.
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Há caminhos melhores para as políticas públicas, que apontam para a universalização de direitos e não para a administração da exclusão".
Célio Turino
"Esse é o grande segredo de o capitalismo manter-se dominante e hegemônico, pois ele cria a ilusão da inclusão enquanto é sustentado (alimentado) pela exclusão, reproduzindo explorações e opressões.
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Trabalhemos pela abundância, não pela escassez".
Célio Turino
"O povo da Cultura é tão inventivo e rebelde, que não se deixa formatar. Ainda mais em formas que excluem, mesmo sob o discurso e manto da inclusão. Tem lugar para todo mundo. Que a farinha seja para todos e a mesa da arte e da cultura seja farta. Desejemos isso.
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Célio Turino
"A editalização das Artes e da Cultura pasteuriza projetos e reduz artistas, criadores e agentes culturais e concorrentes entre si. Ela mata a colaboração e domestica a rebeldia. Esse é o problema de fundo que está sendo gestado com a excessiva editalização acrítica das Políticas Culturais".
Quando a ferramenta é fetichizada, transformada em solução única, vira apologia da técnica".
Célio Turino
"Edital é concurso, não é política pública, é apenas um meio para seleção de propostas. É ferramenta para alcançar um objetivo, não o objetivo em si. Como toda ferramenta, pode auxiliar na resolução de problemas ou danificar o objeto que pretende atender.
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Com o tempo vai virando negócio, negando a razão primeira da cultura e das artes, que é a invenção e o questionamento das ordens estabelecidas".
Célio Turino
Afora outros problemas, como padronização nos processos seletivos, pouca diversidade e complementariedade, mesmo sob o manto da diversidade e fortalecimento das identidades.
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"A excessiva editalização da cultura irá matar a cultura. Quando tudo se resume a regras rígidas e competições, os projetos ficam cada vez mais pasteurizados, uniformes, cumpridores de regras de acordo com pontuações previamente definidas.
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Célio Turino
"Uma Ação Cultural Transformadora desnaturaliza a ordem artificial construída historicamente e apresentada como natural. Ela deve sempre incluir processos de deslocamento e reflexão crítica, de forma lúdica, agradável, imperceptível até, mas que possibilitem a compreensão e interação com o mundo".
"Permeando todas as esferas da vida humana, a cultura é um campo de práticas compartilhadas indispensável para a coesão (ou descoesão) social. Para além de forma de vida coletiva e dinâmica, ela reflete dimensões ideológicas e políticas que perpetuam (ou superam) relações de poder".
Célio Turino
O encontro da Rede de Mulheres da Teia slk 🥰🥰🥰🥰
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Sua pesquisa moldou profundamente as compreensões contemporâneas da subjetividade árabe, islamofobia, libertação palestina e as histórias culturais da fotografia no mundo árabe
Stephen Sheehi (اسطفان شيحا) é um acadêmico árabe-estadunidense (libanês) de estudos do Oriente Médio, história intelectual árabe, psicanálise e teoria decolonial. Professor de Estudos do Oriente Médio no College of William & Mary.
O trabalho de Lara concentra-se na psicanálise, nas recusas psíquicas centrais às lutas de libertação e à construção da vida no Sul Global, nas dimensões psíquicas da resistência e da revolução e nos estudos críticos sobre o sionismo.
Lara Sheehi (لارا شيحا) é pesquisadora do Instituto de Ciências Sociais e da Saúde da Universidade da África do Sul, psicóloga clínica e apresentadora do podcast Psychic Militancy.
Ao fazer isso, rastreiam o surgimento do colonialismo de assentamento como um processo psicologicamente extrativo, frequentemente apagado por discursos de "normalização", "trauma", "resiliência" e direitos humanos, com o auxílio de clínicos e da psicanálise.