Finalmente voltei pra avisar que estou postando conteúdo sobre música (e história) lá no Instagram:
www.instagram.com/adrianosbran...
Me segue lá que já tem vídeo sobre um monte de coisas! ☺️
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Não, imagina 😏😏😏
- Rachel, o CD de obras de Heinrich Biber está pronto sair, mas falta um título
- Sei lá, precisa ter título?
- Tem que ter título. Todo álbum agora precisa ter título
- Que coisa só estupida. Não serve só “Biber”?
- Não
- E “Só Biber”?
- Pode
- …
A co-autoria de Lim, que provavelmente não comprou somente a obra mas também a execução, a gravação etc, parece algo mais típico do capitalismo tardio: pagou, é seu
Encomendantes receberem top billing não é coisa nova. Beethoven dedicou o Quarteto op. 131 ao Barão Stutterheim, que aparece em letras garrafais na primeira edição
Mas a autoria é só de Beethoven; Stutterheim ou Razumovsky ou Lobkowsky ou Waldstein ou qualquer mecenas não aparecem como co-autores
Essa é a segunda obra que a Dra. Lim compra de Manu Martin. A primeira, também para piano e orquestra, foi gravada em 2019
A capa da gravação é bem mais fácil de entender, porém
Na parte inferior da capa, o primeiro nome é o do compositor em si, Manu Martin
Embaixo, novamente o nome de Susan Lim, mais o da “co-autora do conceito” (pois é) uma neurologista chamada Christina Teenz Tan
Terminam a lista a orquestra, o regente e o coro
Menos confuso agora?
O primeiro nome, “Lim”, não é o compositor, mas sim a “autora do conceito”, uma cirugiã chamada Susan Lim
(“Autoria de conceito” 🫠)
“Lim”, na verdade, faz parte do título da obra, “Lim Cosmic Rhapsody”
O nome embaixo é conhecido: o pianista Thibaudet. Então a coisa deve incluir piano. Sigamos
Estava eu vendo os lançamentos da semana (ainda vejo e ouço, só não consigo postar) e me deparei com este álbum muito confuso aqui, da Decca
O que fazem as pessoas listadas aqui?
Tentemos decifrar
Aucoin só não comenta sobre como o advento do fonograma - e o predomínio da música “album first” - tornam a música “score first” (termos de Aucoin) uma adesão voluntária a uma tradição. Não havia opção no século 19, por exemplo, quando a música escrita obrigatoriamente devorava (e transformava) tudo
A escritura musical não é mero registro. Ela muda a maneira como organizamos o material sonoro, viabiliza grupos grandes (como orquestras) e desvencilha a música da memória (com a consequente criação das chamadas “formas grandes”)
Aucoin elabora melhor no artigo, que recomendo entusiasticamente
A revista The Atlantic publicou um artigo do compositor Matthew Aucoin em que ele defende que o rótulo “música clássica” é sinônimo de “música escrita” - justamente a tese que eu defendo no podcast do Ilha Quadrada
12ft.io/https://www....
Com todo o respeito, achei engraçado e bem caipira
Teve até um sujeito que resolveu cantarolar “Somewhere”, até levar uma reprimenda de alguém mais sensato
Sábados são dias bem curiosos na Sala São Paulo, com o mar de cabecinhas brancas doidas pra socializar e participar de tudo
Fim de concerto, e foi bem legal. A segunda parte do programa, a “Rhapsody in blue” e as danças de “West Side Story” foram, sem nenhuma surpresa, o que trouxeram o público - e, com isso, mares de celulares filmando tudo 🫠
Intervalo aqui. A peça de Norman, “Revolve”, é lindíssima, absolutamente incrível. Ele estava presente, recebeu os aplausos (e uma plateia muito barulhenta e tussígena para uma obra tão sutil e silenciosa)
O Bernstein foi muito bonito e emocionante, e nunca vi um solista TÃO à vontade, tão tranquilo, tão naturalmente seguro como Hamelin. Um assombro
De volta à Sala São Paulo!
Começo a temporada 2025 vindo ver o Hamelin tocar Bernstein e Gershwin… e ver o Andrew Norman estrear uma peça!
Tira em 5 quadrinhos. 1) Beethoven ao piano, compondo, ouve uma voz chamar: “Beethoven! Beethoven!” 2) A voz continua: “Um ser alienígena ameaça o mundo!! Socorra-nos!!” - Beethoven, correndo, grita: “Já vou!” 3) Beethoven encontra pessoas, caracterizadas como no século 18. Elas dizem: “Não precisa mais…” - “…Mozart chegou e já resolveu tudo!” 4) Mozart, triunfante, apoia o pé sobre um monstro no chão, enorme e vencido. 5) O monstro entreabre um olho e pergunta a Beethoven: “Por que demorou tanto?” - Beethoven responde: “Trânsito”.
Hoje, aniversário de Mozart, uma tira de 2018 (saiu na Folha @folha.com )
A quem interessar, hoje tem, às 22h, A Sagração da Primavera com a Detroit Symphony Orchestra!
Ao vivo e grátis!
www.youtube.com/live/-I-_0F2...
Me lembrei do Chopin porque este fim-de-semana está rolando a final da seletiva americana para o concurso, em Miami
Ontem à noite foi a primeira parte.
Hoje à tarde (17:00) rola a segunda. Tudo ao vivo no YouTube. Eis o recap de ontem:
www.youtube.com/live/sWJH25E...
Se você acha que o Big Brother tortura seus participantes em busca de estrelato, é que nunca acompanhou o Concurso Chopin de piano!
Este ano tem mais uma edição, em outubro. Semanas de jovens mantidos cativos tocando Chopin. Diversão garantida, mal posso esperar!
Tenho pouca simpatia por tudo mencionado no artigo: a aura messiânica criada ao redor de projetos como o El Sistema, a aura messiânica que os próprios criadores desses projetos criam para si mesmos, o governo venezuelano, a oposição, os exilados, os protestos anti-Dudamel, o próprio Dudamel etc
Uma crítica britânica bastante séria, a Jessica Duchen, escreveu uma coluna que toca em muitas feridas do El Sistema e de sua relação no mínimo complicada com o governo venezuelano
Os Gandra Martins sempre desgraçando tudo. Advinha quem é o tio dela
Não sei quais “ses” você tem em mente, mas concordo que as extensões de copyright nos EUA tornam tudo mais confuso
Ou talvez você esteja se referindo ao fato de que obra em domínio público não signifique que arranjos ou mesmo edições críticas também estejam
Em países atrasados que ainda levam em consideração a data da publicação da obra (cof cof EUA cof cof), acabaram de entrar em domínio público “Um americano em Paris” de Gershwin e o “Boléro” de Ravel… e Popeye e Tintim, olha só
Feliz Dia do Domínio Público!
Entraram há uma hora em domínio público a obra de Honegger e de Enescu!
Parabéns!
Que 2025 nos traga ainda mais música e que ela nos faça ainda mais felizes!
Feliz Ano Novo a todos… e nos vemos no ano que vem! ❤️
2024 foi o ano de ouvir o Concerto no. 2 de Brahms ao vivo, finalmente! Foi também o ano de desbravar mares ingleses: o Concerto para violino de Elgar e a obra sinfônica de Tippett, graças a novos álbuns realmente maravilhosos