Manter uma vida social drena minha energia, boa noite.
Manter uma vida social drena minha energia, boa noite.
Mas o que esperar do rei do horror, não é?
Claro, foi uma soma de várias coisas que eu adorei. A edição, a escrita, a trama... tudo reforçou minha escolha da nota para esse livro.
Eu adoro a maneira como tudo é desenvolvido e sem contar que a parte em que os "Ns" faltantes, estilizados de um modo diferente (levando em conta a trama, onde o personagem datilografava em uma máquina sem a tecla N) me encantou à beça.
Ao começar o livro, pude perceber que o ritmo ainda era meio devagar, mas conforme a história avança, você não quer mais parar.
O King faz jus aos lados e partes mais crus do ser humano.
Os personagens, então, são uma construção complexa e detalhada que te envolve de um jeito único e tão bem trabalhado que não existe aquela confusão de personalidades ou ações.
Sei que sou suspeita de falar, mas como uma fã incorrigível (para não dizer fã número um, haha nunca mais vou ver essa frase com os mesmos olhos) do King, não deixo de enaltecer o talento desse homem para te levar aos extremos.
É incrível como o King consegue te conduzir a um estado emocional de outro mundo.
Você compreende a insanidade da coisa toda, o raciocínio e até a lógica da tortura, mas isso ainda não te prepara para o absurdo que vem por aí.
Houve tantas vezes que eu simplesmente não sabia como reagir, que meus pensamentos sequer sabiam se ordenar de forma adequada.
Eu devo confessar que, apesar de não haver elementos sobrenaturais, eu não pude deixar de pensar no monstro sádico e psicótico que a Annie Wilkes era durante a leitura.
Mas me refiro a uma sucessão torturante de medo que usa e abusa do terror psicológico e, claro, da sua própria resistência ao sadismo sequencial em que imergimos no decorrer da história.
Não por um medo que associamos aos sustos ou a presença de algo maligno, apesar de neste caso, realmente haver a essência mais pura de maldade em forma de mulher.
O que dizer? Bem, que o King nunca faz nada pela metade e sempre me impressiona, não é novidade, mas Misery se encaixa perfeitamente no tipo de trama que me arrepia a alma.
Resenha 🍓: 𝘈 𝘚𝘩𝘦𝘳𝘢𝘻𝘢𝘥𝘦 𝘥𝘦 𝘮𝘪𝘮 𝘮𝘦𝘴𝘮𝘰?
3. misery: louca obsessão — stephen king
“Um cara que inventa histórias... um sujeito assim mente pra todo mundo, então ele nunca consegue mentir para si mesmo. É engraçado, mas também é verdade.”
nota: ★★★★★
Leria outra vez.
Arraigado a boas piadas, animaizinhos e leveza, Cartas de Amor e Ódio foi uma ótima leitura. Como eu disse, perfeita para se ter sem muito compromisso.
Ele é do tipo que a gente finge que não gosta, mas fantasia, então tá tudo certo haha.
Quanto ao nosso personagem masculino, não vou dizer que ele é perfeito, porque eu sentia que ele tinha algumas coisas que não me desciam, mas isso não foi grande demais para me fazer desgostar dele.
Aliás, estive a um passo de criar um fã-clube pra Anne. Ela merecia mais reconhecimento. Até toparia ler um livro entre ela e o "querido-que-não-vou-citar-para-não-dar-spoiler".
Mas eu ainda vou ser completamente apaixonada pela amiga dela. Anne se provou ser A personagem secundária. Em alguns momentos, até senti que ela era uma amiga boa demais para ser verdade e que a Naomi não a valorizava da maneira devida, mas no fim deu tudo certo.
Brincadeiras à parte, gosto muito da Naomi. Tivemos nossas diferenças em algumas situações, mas não diminuiu o encanto que senti por ela. Ela era muito criativa, espontânea, do tipo que faz o público gostar de ler seus povs.
Você sente a tensão entre eles e é tudo tão natural que quando rola uma piadinha ou um momento mais quente, você fica: mds, vocês querem privacidade? Tô sobrando aqui. Hahaha.
Cara, eu fiquei sem fôlego a cada interação entre eles, e nem estou me referindo às cenas "calientes", porque elas foram uma coisa parte, que, claro, somou, mas me refiro às conversas, as interações...
Outro aspecto sensacional foi a química entre os dois.
Achei muito interessante essa abordagem, porque te deixa imerso e entretido, cria uma conexão muito massa entre o próprio leitor e os personagens. Você consegue observar o progresso entre eles, o amadurecimento e a maneira como isso os aproxima.
Levando em conta que o livro intercala entre a visão da Naomi e do Luca, sem contar o vislumbre das cartas hilárias entre eles, fico feliz em dizer que esse aspecto da história foi um grande motivador para me manter na leitura.
E eu amei a dinâmica dos protagonistas do começo ao fim.