A genialidade de Dark Souls
O soulslike é um subgênero muito recorrente na indústria dos games atualmente. Todas as características que fizeram a série Souls ser um sucesso foram reproduzidas pelos mais diversos desenvolvedores em seus jogos. Seja pela gameplay metódica ou pela forma de contar histórias que Hidetaka Miyazaki empregou nos títulos da série, muita influência foi depositada na mente dos muitos criadores de experiências por aí. Isto tornou não só, a obra da FromSoftware como a mais influente dos últimos anos, mas também em um marco para a história dos jogos digitais. Dá pra afirmar que tudo iniciou com Demon’s Souls (2009) lá no PlayStation 3, mas também é correto dizer que foi apenas com Dark Souls (2011) que o conhecimento a respeito desse estilo de jogo se expandiu para os jogadores. Dessa vez multiplataforma e chegando a mais jogadores através do boca a boca que rolou com seu antecessor, a obra máxima da desenvolvedora japonesa atingiu seus 27 milhões de cópias vendidas contando todos os títulos da franquia. Um sucesso enorme visto o que os desenvolvedores japoneses enfrentavam no início da década de 2010, com jogos não tão criativos e com o ocidente roubando parte dos holofotes. Mesmo tendo sido lançado há mais de dez anos, Dark Souls (2011) ainda possui uma comunidade engajada em se debruçar sobre todos os principais pontos do game. E esse interesse parece nunca acabar de fato, visto que é possível ver discussões até hoje a respeito do que o jogo trouxe para a indústria. Confesso que é até difícil não ser repetitivo ao falar do primeiro game da série, afinal de contas, não há nada que já não tenha sido falado, exaltado ou criticado sobre ele. Mas ainda assim, pensando em todo o impacto cultural que Dark Souls causou na indústria, decidi falar sobre alguns motivos para que você dê uma chance para essa obra. Já existem pessoas que concordam que ele talvez não tenha envelhecido muito bem, e até mesmo algumas que pulam o título para focar nos jogos mais atuais. E eu gostaria de elencar de fato algumas características desse que é, ao menos na minha opinião, a obra máxima da FromSoftware e do porque você deveria dar uma olhada nele. Então, vamos nessa! FromSoftware e seu histórico Antes de falar propriamente sobre Dark Souls é justo comentar sobre a FromSoftware em si, afinal, foram deles que vieram as ideias responsáveis para a criação da franquia. Fundada em 1986, no Japão, a empresa era focada apenas em softwares que eram utilizados em escritório. Sim, antes de começar a criação no desenvolvimento de games a FromSoftware estava fazendo programas para ajudar trabalhadores em seu ambiente de trabalho. É curioso que ao pesquisar sobre a história das principais empresas japonesas do segmento de games, elas acabam sempre tendo um início bem diferente do imaginado, trabalhando com coisas até mesmo aleatórias de mais. Tudo mudou quando em 1994 eles resolveram lançar seu primeiro game para o PlayStation: King’s Field. Esta é uma série de RPG’s com visão em primeira pessoa, trazendo uma imersão pouco vista em jogos do gênero, e já possuindo muitas das características que viriam a fazer Dark Souls ser o que é. Dá pra falar que muito do que vemos no título de 2011 remonta desses primórdios da FromSoftware, principalmente falando de RPG. Os mapas em King’s Field eram interconectados, além do combate necessitar de total atenção do jogador ao enfrentar os inimigos. Sua ambientação é medieval e sombria, algo que pode ser comumente chamado de um subgênero da fantasia que é a distopia da dark fantasy. Se referindo a mundos ameaçadores, sombrios e decadentes, tudo que esse estilo já trás é algo que podemos notar nas paisagens e contextos de Lordran. Todos esses elementos são facilmente ligados à Dark Souls, demonstrando que muito do DNA da franquia já estava sendo executado dentro do estúdio japonês. Além disso, Armored Core também é uma outra franquia conhecida do estúdio. Explorando o universo dos mechas (algo que faz um sucesso gigantesco no Japão), a série possui batalhas gigantescas contra outros robôs além de um planejamento estratégico antes dos combates. Obviamente, tudo isso faz parte da história da FromSoftware e contribuiu para que eles chegassem até o grande trabalho deles. Mas foi somente com Demon’s Souls em 2009, que a empresa ganharia mais holofotes por entregar justamente uma experiência diferente de tudo que era produzido na época. Tudo visto aqui foi reaproveitado depois, desde mecânicas e formas que o jogo funcionava, até no jeito de se contar a história. Demon’s Souls caminhou para que Dark Souls pudesse correr no futuro. Mas não é sobre o primeiro título que eu gostaria de falar. Já que mesmo tendo sido um exclusivo do PlayStation 3, o título não foi muito bem visto nem pelos próprios executivos da Sony na época. Não era entendido do porque os jogadores dariam atenção para um jogo que tinha uma dificuldade relativamente elevada para os padrões de outros títulos. Tanto é que a gigante japonesa nem quis traduzir e publicar o game para o ocidente, levando a FromSoftware a ter que trabalhar com a Atlus para a América do Norte e a Bandai Namco na Europa na publicação do game. Talvez tenha sido dessa parceria com a Bandai que futuramente surgiria os frutos de Dark Souls e de todas as suas sequências. Mas até então Demon’s Souls ganhava os jogadores com o boca a boca mesmo. Enquanto o título não tinha uma venda expressiva, quem jogava acabava recomendado para os amigos. Como eu disse acima, era diferente de tudo que existia naquela época, o que marcou bastante quem tinha dado uma chance. Mas não é sobre Demon’s Souls que vamos falar nesse texto. Então seguimos! Lordran, a lore e o universo de Dark Souls Dark Souls é um dark fantasy de bom gosto e isso é uma afirmação fácil de fazer. Como dito antes, esse é um subgênero de fantasia, onde o horror, terror e a distopia caminham juntos das criaturas e elementos mágicos que
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